JESUS, nosso Caminho de volta ao coração de Deus

"O que veio à existência foi a Vida, e a Vida era a Luz pela qual se devia viver. A Luz da Vida brilhou nas trevas; as trevas nada puderam fazer contra a Luz." 
(João 1. 4-5)
Vamos falar sobre Deus. Sim, Deus! Aquele que está para além de nossa capacidade de compreensão. Aquele que não podemos ver ou tocar, e, em quem acreditamos por fé. Aquele que Rudolf Otto chamou de "mysterium tremendum"  - O inalcançável, O inatingível, O inexplicável...
Como então poderemos falar sobre Ele? Poderemos! 
Poderemos porque esse Deus, o nosso Deus, a despeito de ser tudo isso e muito mais ainda, decidiu revelar-se. 

Revelar seu coração. 

Revelar seu amor.

Revelar seu plano perfeito.

Revelar sua Graça. 

E fazê-lo de maneira multiforme e em porções variadas, através de toda sua esplendorosa criação, através da Lei escrita na tábua do coração de cada um de nós (a consciência). E que, mais do que tudo isso, revelou em Jesus o máximo que um homem mortal pode conhecer de Deus. 

E é por isso que me debruço reverentemente sobre essas Palavras no Evangelho de João a respeito do Salvador. E caminho, a partir desse texto, com João, em direção ao Jesus que se revelou à nós. Escolhi andar com João por esses trilhos, justamente por ter sido ele aquele discípulo amado, que reclinou a cabeça sobre o peito de Jesus e escutou um pouquinho do pulsar do coração de Deus, no coração de Jesus, o Cristo. Caminho com temor e tremor, com o coração ardendo de expectativa, diante daquele que deu o primeiro passo cheio de amor e misericórdia em nossa direção, para que tivéssemos a oportunidade preciosa de também caminharmos a Seu encontro.
Por esse motivo escolhi esse texto para iniciar essa caminhada:
"E a Palavra fez-se carne e habitou entre nós...e o que veio a existência era a Vida...a Vida pela qual se devia viver..."
Sim! O Verbo que se fez carne. O Verbo, que é eterno, que é Deus. A Palavra, por meio da qual todas as coisas foram criadas e são sustentadas. O Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo. Sim! Deus morreu de amor por nós. E, em caminhando entre nós, iluminou (sendo Ele mesmo a luz) nosso caos, e as trevas não puderam contra essa luz. Seríamos capazes de tomarmos nossa cruz e morrermos de amor com Ele pelo mundo que Ele ama?
"Porque se é certo que com Ele morremos, também é certo que com Ele ressuscitaremos para a verdadeira vida."
Ele morreu em nossa morte a fim de que pudéssemos mergulhar em Sua vida.

Por isso hoje, mais de 2000 anos após o Verbo ter-se feito carne, estamos nós aqui, iluminados por essa Luz, vivendo por essa Luz, sendo guiados por meio Dele mesmo (que é a Luz e também é o Caminho), de volta ao coração de Deus.
Que as palavras de João a respeito de seu Senhor e amigo nos ajudem a reter o máximo que pudermos do coração de Deus revelado em seu Cristo. O coração do Ungido, Salvador de João e de nós todos. O coração que pulsa num ritmo e beleza eternos e celestiais, que nossos ouvidos jamais poderiam apreender e nossa alma jamais compreender, se o Filho não tivesse vindo em carne para traduzir à nossa limitada capacidade humana, um pouco desse pulsar Divino.

 O Mysterium tremendum fez-se carne e habitou entre nós. E vimos a Sua glória como a glória do único gerado por Deus...


Meu convite é para olharmos para Ele e irmos ao seu encontro com atenção, temor e tremor...
Ele que é o autor e consumador de nossa fé. E fazermos isso como quem já tem a música do fim do dia em mente:

"Hoje mesmo pude entrar, pés descalços, descansar no aconchego do coração de Deus."
 

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